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Revista Shimmie. Edição 31

“Decifra-me ou te devoro”

Enigma da Esfinge de Tebas.

Agátocles, tirano de Siracusa, numa expedição marítima contra Cartago, ao desembarcar, mandou queimar todos os seus próprios navios e marchou contra a cidade, cujos habitantes, derrotou. Fez isso para anular para si próprio e para seus comandados qualquer possibilidade de fuga ou de voltar atrás. Sem os navios, seria impossível recuar.

Assim foi feito em nossa viagem ao Egito. Rasgamos o passaporte. Deixamos para trás conceitos e pré-conceitos em tudo o que se refere a arte da dança do ventre do nosso ponto de vista ocidental.

Durante 15 dias, imergimos em uma cultura milenar. Tivemos contato direto com esta e com o povo no berço da arte da dança do ventre. Passeamos pelos desertos, mergulhamos no Mediterrâneo e viajamos sob o céu de Luxor em um imenso balão. Desfrutamos da companhia de beduínos, guias egípcios e viajantes de outros países, outras culturas. A cada lugar visitado, um encontro de tradições, línguas, gêneros e estilos de pessoas diferentes e principalmente, com buscas diferentes.

Os motivos para ir ao Egito podem ser muitos: desvendar os mistérios e encantos do país; conhecer um dos berços de nossa civilização; ter contato com a dança do ventre onde muitos dizem ser a “Terra mãe” de nossa arte… Os motivos são muitos, mas o que há em comum é que todos voltam tocados depois desta experiência.

Ao embarcar de volta ao Brasil, trouxemos na mala muitas saudades, mas também voltamos energizadas e revigoradas para viver o que vem pela frente, olhar para o futuro.

E nossa capa desta edição representa muito bem o passado e o futuro juntos. Alika Hanan, a bailarina mais jovem a estampar a capa até hoje, que desde tão cedo acumulou tantas conquistas e experiências vitoriosas. Ela nos mostra que, é possível olhar o futuro respeitando o passado, amparada por asas de Ísis.

E nosso especial estadual homenageia também uma terra de Sol, areias e muito calor humano, a Paraíba. Para este especial, entrevistamos a bailarina Roberta Soares, que traduz de forma encantadora o seu Estado através de muita simpatia, competência e sem medo do trabalho!

E é com todo esse panorama que damos início ao ano 6 da Revista Shimmie. Foram muitos desafi os vencidos até agora, mas sabemos que temos muitos outros a transpor. É como se tivéssemos vários enigmas da esfi nge para decifrar a cada momento.

“Decifra-me, mas não me conclua, eu posso te surpreender”

– Clarice Lispector

 

Daniella Ogeda

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Revista Shimmie. Edição 31

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