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Revista Shimmie. Edição 44

Trabalho duro

O ano de 2018 está mostrando que a dança oriental no Brasil alçou voos maiores e mais ambiciosos do que nunca. Uma leva de eventos de porte internacional, espalhados pelo país, trazendo artistas de peso do mundo inteiro para workshops e cursos, está sendo motivo de destaque no cenário bellydance.

O que isso mostra? Que nós, brasileiros e bailarinos, estamos consumindo mais e de forma mais profunda essa arte. E que os produtores de evento estão deixando o medo de lado e investindo neste pungente mercado. Ao mesmo tempo, uma questão paradoxal paira no ar: e as salas de aula cheias? Onde estão as novas alunas? Como manter e aumentar as turmas? Pois, se temos público para esses grandes festivais, que até outrora eram pontuais por aqui ou só ocorriam em outras partes do mundo, é sinal de que as bailarinas não só estão em sala de aula, como mais e mais alunas estão iniciando, certo…? Não é bem assim, por inúmeras razões. Portanto, em mais uma reunião de pauta transmitida ao vivo, decidimos, junto ao público, abordar este tema, que tanto nos importa.

Nossa estrela da capa, Ju Nahid, é um furacão em ascensão, e um exemplo real de que adversidades não devem ser fatores limitantes na construção de uma carreira de sucesso. Ela construiu uma escola bem-sucedida no pequeno distrito de Juparanã (RJ) e vem ganhando o Brasil com seu estilo de dança forte e enérgico.

Outro símbolo de determinação é nossa capa Estadual, Ana Paula Azevedo, uma das responsáveis pela manutenção e desenvolvimento da dança no Estado do Piauí, que ainda engatinha com a dança oriental. Ana juntou toda a sua coragem e resolveu produzir um evento que hoje faz parte da agenda cultural de Teresina.

Estes são apenas exemplos de que não existe fórmula para que tenhamos mais público ou alunos, mas existe um caminho certo: o trabalho duro.

Bom trabalho à todas nós!

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Revista Shimmie. Edição 44

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